Operador de empilhadeira tenta provar que está vivo para receber auxílio após redução de carga horária e de salário

Mãe de Hélio Ferreira de Moraes morreu em 2008 e, na hora de fazer a certidão de óbito, cartório colocou o CPF dele ao invés do da mãe.

Órgão federal orientou que ele apresente um recurso para conseguir benefício.

Casal de Mogi das Cruzes enfrenta problemas com benefício do governo federal Um casal de Mogi das Cruzes tem enfrentado uma batalha.

Os dois teriam direito a receber benefícios do governo federal, mas para isso precisam provar que estão vivos. Desde que a empresa do operador de empilhadeira Hélio Ferreira de Moraes aderiu ao programa emergencial de manutenção do emprego e da renda, ele não conseguiu receber.

É que no sistema consta em que ele está morto.

“A empresa iria pagar 35% e o governo 70%, mas no governo no Ministério da Economia tá constando eu como óbito”, explica Moraes. Na página da Receita Federal está tudo certo com os dados dele.

Mas na Caixa Econômica Federal e no Ministério da Economia, ele disse que não.

“Eu liguei para a Receita Federal e disseram que é só pelo site e não consigo entrar no site.

Liguei no INSS e o CPF está como ativo”, afirma o operador. Em 2008, a mãe de Moraes faleceu e, na hora de fazer a certidão de óbito, o cartório colocou o CPF dele ao invés do da mãe.

E ele só percebeu isso oito meses depois.

“Foi depois que fui renovar minha habilitação que eu vi que a autoescola não renovou por esse motivo.” Casal de Mogi das Cruzes não consegue receber benefícios do governo Reprodução/ TV Diário Se não bastasse a dificuldade de Moraes em conseguir o benefício, a esposa dele que é autônoma e está sem trabalhar por causa da pandemia e não conseguiu o auxilio emergencial pelo mesmo motivo que o marido.

“Como eu pago MEI, eu achei que por não estar trabalhando tinha direito ao auxílio.

Demorou para eles consultarem a inscrição que fiz.

Quando eu fui ver estava dando óbito declarado.

Aí eu fui e puxei de novo óbito declarado de novo.

Não sei se é óbito meu, ou situação do meu esposo.

Minha filha entrou para mim e contestou e estou esperando até hoje”, diz Suely de Fátima de Moraes. Enquanto nada é resolvido as contas em casa não param de chegar e o casal ainda não teve nenhuma resposta.

“Dá mais de R$ 2 mil que estou perdendo até hoje.

Conta em banco, empréstimo que eu fiz e estão ligando e cobrando”, afirma Moraes. A Caixa Econômica Federal disse que não consegue resolver o problema de Hélio Ferreira de Moraes porque é responsável apenas pelo pagamento dos benefícios.

O Ministério da Economia, por meio da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, respondeu que o problema mais provável é que o cartório que registrou o óbito, não corrigiu a informação no sistema. O órgão orientou que Moraes terá que apresentar recurso, que deverá ser feito pelo portal "gov.br", na aplicação "Carteira de Trabalho Digital".

A empresa empregadora também pode apresentar recurso pelo sistema "empregador web", o mesmo sistema usado para cadastrar Moraes no programa do governo federal. Initial plugin text
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