'Ciclone bomba' poderá afetar região do litoral de SP

Climatologista Rodolfo Bonafim explica que fenômeno está se formando no Rio Grande do Sul, mas rajadas poderão chegar a região.

Ciclone poderá atingir a Baixada Santista Arquivo/Isabela Oliveira/G1 As cidades do litoral de São Paulo, na Baixada Santista, poderão ser afetadas nos próximos dias pelo ciclone extratropical intenso, conhecido como ‘ciclone bomba’.

A informação foi confirmada ao G1 pelo climatologista Rodolfo Bonafim.

Apesar de o ciclone estar se formando na costa Rio Grande do Sul, rajadas intensas poderão chegar a região.

O climatologista afirma que, entre quarta- feira (1º) e quinta (2), a frente fria chegará a Baixada, trazendo chuvas e ventos fortes, mas não tão intensos quanto no Rio Grande do Sul, onde a previsão é de rajadas maiores que 100 km/h.

“Conforme vai avançando em direção ao litoral norte fluminense, no Rio de Janeiro, a tendência é de as rajadas serem menores, porque o ciclone está posicionado no Rio Grande do Sul.

Como ele é muito forte, as rajadas chegam até aqui, mesmo ele estando longe”, afirma.

Ele explica que o ciclone bomba, nada mais é do que um ciclone formado em águas mais frias, portanto é extratropical, com rajadas de ventos mais intensas, que podem chegar a 150 km/h.

Ele compara esse fenômeno ao furacão, que também é um ciclone, só que formado em águas quentes, e com ventos que podem chegar a 115km/h.

Ventos de alta intensidade já chegaram à Baixada Santista Letícia Gomes/G1 "É bom a esclarecer uma coisa, apesar das rajadas chegarem mais fortes que a de um furacão pequeno, mesmo assim, não tem a força.

Isso porque os ventos de um furacão não param, ficam por horas, e até dias.

Enquanto que aqui, no litoral de São Paulo, litoral do Rio Grande do Sul e fluminense, esses ventos vem na forma de rajadas.

Dá o pico e depois para, vai e volta", esclarece.

Ele afirma que os efeitos do ciclone aqui na região serão mais baixos, no entanto, ainda serão sentidos.

"Hoje, registrei uma rajada máxima de 55 km/h, na região entre o Marapé e a Vila Belmiro, em Santos", afirma.

Segundo Bonafim, a partir de quarta-feira (1º), as áreas em instabilidade da frente fria que está associada a esse ciclone, vão começar influenciar no clima, provocando pancadas de chuvas e temperaturas mais amenas, com máximas entre 26ºC e 27ºC.

Entre quinta e sexta-feira (3), a frente fria dará lugar a massa de ar polar.

"Ela deve penetrar aqui no litoral e o tempo tende a limpar, com céu mais aberto.

Na noite de sexta para sábado, nós poderemos registrar a menor temperatura mínima do ano aqui na região", afirma.

Isso ocorre, de acordo com Bonafim, porque o céu tende a ficar com poucas nuvens, o que faz com que a radiação do sol 'escape' para o espaço.

Categoria:SP - Santos e Região