PRF aumenta fiscalização de veículos com placas adulteradas nas estradas do RS

Película e equipamento mecânico foram alguns dos dispositivos encontradas para burlar os radares.

Infração é considerada gravíssima, e condutor pode responder criminalmente.

Motoristas usam dispositivos para fraudar placas na tentativa de evitar multas A Polícia Rodoviária Federal (PRF) redobrou a fiscalização nas estradas federais do Rio Grande do Sul neste verão.

Mais do que a identificação da alta velocidade pelos pardais, a fraude das placas de veículos também é uma infração cada vez mais recorrente. Os pardais, como são conhecidos os radares, estão de olho nos motoristas.

No entanto, nem tudo que eles registram reflete a realidade.

Alguns motoristas alteram a pintura dos números das placas para remeter a outro condutor. “Eu avalio com muita preocupação.

Afinal, não é burlar as leis de trânsito, é burlar as leis da vida”, diz a diretora institucional do Detran-RS, Diza Gonzaga.

"Eles acreditam na certeza da impunidade, e nós sabemos que a impunidade também é responsável por essa verdadeira carnificina que acontece nas ruas, avenidas e estradas do nosso país.” Em um caso investigado pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) de Porto Alegre, a infração cometida pelo motorista de um Fiesta iria para um proprietário de um Punto, pois o condutor mudou o último algarismo de 9 para 8. Em outro caso, o número 6 da moto infratora foi adulterado para um 8 de um automóvel.

E em um terceiro, o número 3 de um Prisma se tornou um 8 de outro carro. "Toda vez que uma infração de trânsito por velocidade é flagrada pelo controlador eletrônico, existe uma conferência no sistema para ver se aquela placa bate com o veículo que está na base do Detran.

Se der outro veículo, na hora a gente vê, percebe que houve algum problema de adulteração nessa placa e não procede com a autuação”, explica Fábio Berwanger Juliano, presidente da EPTC.

Na internet, a reportagem da RBS TV descobriu outras técnicas usadas por motoristas para tentar enganar a fiscalização.

Colocada sobre a placa, uma película promete refletir a luz infravermelha do pardal, impedindo a identificação do carro.

Outro equipamento esconde a placa quando acionado por um controle remoto de dentro do carro.

É o mesmo que foi flagrado pela Polícia Rodoviária Federal em Passo Fundo há cerca de um mês.

“Em uma abordagem de rotina do veículo, verificou-se que a placa dianteira tinha uma pena colada, e consequentemente não tinha visibilidade dessa placa.

O veículo foi autuado por esse motivo.

Quando feita uma fiscalização mais profunda, descobriu-se que tinha um dispositivo eletrônico, que fazia com que a placa ficasse totalmente invisível.

A placa, quando passasse por algum lugar que tivesse alguma fiscalização, ficaria sem a legibilidade”, afirma o superintendente-executivo PRF, Leandro Wachholz.

Os policiais estão alerta nas estradas e nas avenidas, mas as maneiras de burlar a fiscalização são variadas, como apagar parte do número ou pintar outros.

A multa para quem comete esse tipo de infração, considerada gravíssima, é de R$ 293 e sete pontos na carteira de habilitação.

O condutor também corre o risco de responder a processo criminal com pena que pode chegar a seis anos de cadeia.

PRF reforça fiscalização de veículos com placas adulteradas no RS Reprodução / RBS TV
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