'Nossos esforços vão garantir a vida de muitos brasileiros', diz Eduardo Leite após reunião de governadores

Governadores se reuniram após críticas do presidente da República às medidas de confinamento orientadas pelos estados frente ao coronavírus.

Governadores reagem à fala de Bolsonaro e defendem medidas de combate ao coronavírus Após reunião de 26 governadores, na tarde desta quarta-feira (25), o chefe do Executivo gaúcho, Eduardo Leite, afirmou que os estados devem atuar em cooperação durante a crise do coronavírus.

"Nossos esforços, se der tudo certo, vão garantir a vida de muitos brasileiros", disse.

Ele defendeu ainda que as demandas ao governo federal neste momento são "vitais".

"As demandas apontadas pelos governadores em relação ao governo federal são vitais para que possamos encarar os desafios sanitários e econômicos que se apresentam.

Essa coordenação de esforços, com serenidade e ponderação, resulta em benefícios aos brasileiros", disse Leite.

As medidas tomadas por estados e municípios frente à crise do coronavírus têm sido criticadas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.

Os governadores reafirmaram que as medidas de isolamento social adotadas nos estados são necessárias para reduzir a disseminação do vírus e garantir que os pacientes possam ser atendidos, sem colapsar o sistema de saúde, de acordo com o que recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Somente o governador do Distrito Federal não participou do encontro, por videoconferência.

Os governadores também escreveram uma carta em que pedem medidas, como suspensão das dívidas dos estados e aplicação de uma lei que institui renda básica a todos os brasileiros.

O grupo ainda destacou a necessidade de auxílio, por parte do governo federal, através de programas que atendam aos trabalhadores autônomos, informais e às pessoas de baixa renda. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, participou da reunião e disse que o Congresso vai dar a atenção necessária para o tema.

"Precisamos conseguir separar as medidas que são de curto, médio e longo prazos.

No momento, a prioridade deve ser o curto prazo, garantindo emprego e renda para os mais pobres e condições para que os Estados sobrevivam a essa crise.

Esse é o nosso foco e vamos fazer o possível para que obtenhamos avanços”, disse Maia.

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